sábado, 12 de dezembro de 2015

PARTE CINCO



29. ATANATIYASUTTAM

O recital Atanatiya
A
Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Rajagaha, no monte Gijjhakuta, quando, em verda-de, os quatro grandes reis (das quatro direções), junto com um grande acompanhamento de yakkhas, junto com um grande séquito de Kumbhandas, junto com grande séquito de nagas, que guarneciam de proteção os quatro cantos, colocando grandes forças nos qua-tro lados (para segurança de Sakka, o Rei dos Devas), e como a noite era avançada, que ficou com surpreendente coloração, iluminando a totalidade do monte Gijjhakuta,  apro-ximaram-se de onde o Sublime estava. Tendo-se aproximado, saudaram o Sublime, sen-tando-se a seu lado. E, na verdade, aqueles yakkhas também alguns saudaram o Sublime e sentaram-se pelos lados; alguns transformados em amigos, saudando o Sublime; outros com as mãos unidas em saudação, unidas e levantadas para onde o Sublime estava sen-tado; alguns anunciavam sua linhagem e se sentavam; alguns permaneciam em silêncio e se sentavam. Então o grande Rei Vessavana que estava sentado falou deste modo ao Sublime:
B
Em verdade há, Senhor, yakkhas de alto poder, descontentes com o Senhor; em verdade há, Senhor, yakkhas de alto poder, contentes com o Senhor; em verdade há, Senhor, yakkhas de médio poder, descontentes com o Senhor; em verdade há, Senhor, yakkhas de médio poder, contentes com o Senhor; em verdade há, Senhor, yakkhas de baixo po-der, descontentes com o Senhor; em verdade há, Senhor, yakkhas de baixo poder, con-tentes com o Senhor. Em verdade, Senhor, a maior parte dos yakkhas está descontente com o Senhor. Qual a razão disto? O Senhor, em verdade, prega a doutrina de abster-se de matar, prega a doutrina de abster-se de roubar, prega a doutrina de abster-se de come-ter adultério, prega a doutrina de abster-se de falar erroneamente, prega a doutrina de abster-se de licor fermentado e destilado e intoxicantes e lugares de licenciosidade. E, Senhor, em verdade, os yakkhas na sua maior parte não têm tido abstinência de matar, não têm tido abstinência de falar erroneamente, não têm tido abstinência de licores fer-mentados e destilados e intoxicantes e lugares de licenciosidade. Para eles esta (doutri-na) é desagradável e desfavorável.

Há, em verdade, Senhor, discípulos do Senhor que vivem na floresta, em mosteiros perto de florestas selvagens, que vivem distantes, com poucos ruídos, quietos, numa atmosfera de solidão e isolamento, próprios para repousar sem serem perturbados pelos homens e muito apropriados para a reclusão. E lá vivem yakkhas de alto poder que estão descon-tentes com as palavras do Senhor.

Assim, Senhor, aprenda a proteção “Atanatiya” para a alegria daqueles monges e tam-bém para a guarda, proteção, liberdade, contra o prejuízo (causado por ...), para o con-fortável viver dos monges, monjas, homens leigos devotos e mulheres leigas devotas”.

Sublime nada falou contra a idéia, permanecendo em silêncio. Então, em verdade, o Grande Rei Vessavana, conhecendo o consentimento do Sublime, naquela hora, proferiu esta proteção “Atanatiya”.
C
Louvado seja Vipassi, que tem olhos e sorte. Louvado seja Sikhi, compassivo com todos os seres. Louvado Vessabhu, perfeito no Ensino, asceta. Louvado Kakusandho, vencedor das forças de Mara. Louvado seja Konágamano, de vida pura, o perfeito. Louvado seja Kássapa, completo, liberto de tudo. Louvado seja Angirasa, o sakya filho, afortunado, que explicou a Doutrina e libertou de todo o sofrer.

Para estes, que extinguiram o mundo, que viram a clara perspectiva correta, estes, os verdadeiros, grandiosos, experimentados, para estes, os Dignos, haja homenagem.

Benfeitor de deuses e humanos, o Gotama, que o povo venera, que possui o mais alto saber, que conduz, verdadeiramente grande, experimentado, para ele e todos os Buddhas haja homenagem. Onde nasce o sol, o filho de Aditi, o círculo grande, a noite deixa de ser.

Quando nasce o sol já é dia, e um profundo lago existe, um oceano para onde correm os rios. Então sabe-se que lá, [o leste] para onde os rios correm ao mar, lá naquela direção governa o grande e famoso Rei, chefe dos Gandhabbas, o grande Shatarattha.  Ele gosta de dança e de música, seguido pelos Gandhabbas. Ele tem muitos filhos e foi ouvido por mim que todos têm o mesmo nome. Uns oitenta e onze, chamados Inda, de grande po-der.  Eles também viram o Buddha, o Buddha, irmão do sol. De longe reverenciam o grandioso ser e sua sabedoria. Bendito seja o Nobre Cavalo do Homem. Bendito seja, ó mais elevado dos homens. O Senhor olha com compreensão e os não-humanos também o amam. Assim foi ouvido freqüentemente, que perguntamos dessa forma: “Você reve-rencia o Conquistador Gotama?”. E respondemos: “Reverenciamos o Conquistador Go-tama, Possuidor do mais alto saber, o Condutor. Louvado seja o Buddha Gotama.

D
Eles dizem para onde a noite foi levada. E os caluniadores, difamadores, compradores de vida, ferozes. Embusteiros, fraudulentos - para lá foram levados. Daqui, do monte Mahameru, para lá, a direção sul. O sul é governado pelo famoso e Grande Rei, chefe dos Kumbhandas. Virulha é seu nome. Ele gosta de dança e de música, seguido pelos Kumbhandas. Ele tem muitos filhos ... (por favor repetir a fórmula acima).

E
Quando o sol, o filho de Aditi, o grande círculo se deita, o dia deixa de ser.  É noite.  Um fundo lago existe, um mar, para onde os rios correm.  E sabe-se que lá, para onde os rios correm, é a direção oeste. O povo diz que esta direção é governada pelo grande e famoso Rei, chefe dos nagas. Virupakka é seu nome. Ele gosta de dança e de música, seguido pelos nagas (por favor repetir a fórmula acima).
F
Onde o encantador uttarakuru está; onde está o belo Mahameru, lá o povo nasceu inego-ístico e solteiro. Não semeiam a semente, nem levam o arado. Colhem arroz maduro mesmo sem plantar. O povo se diverte. Comem-se ali os frutos perfumados do arroz, co-zidos em vasos de ouro; frutos destituídos de casca e de pó, descascados e puros. Os Yakkhas ali cavalgam bois, criam animais; homens, mulheres, meninos e meninos ca-valgam. Os seguidores deste grande rei Kuvera, tomando seus coches, viajam em todas as direções, cavalgam elefantes, cavalos, divinos coches, ali. Mansões e palanques para o Grande Rei Kuvera, famoso, para quem existem cidades, bem construídas nos céus. São elas: Atanata, Kusinata, Parakusinata, Natapuriya, Parakusitanata. No Norte Kapi-vanta. No Oeste Janagha, Navanavatiya, Ambaravatiya, e a cidade real de nome Alaka-manda. Para Kuvera, em verdade, Senhor, há a cidade real de nome Visana. Por isso o Grande rei Kuvera é chamado Vessavana. Doze yakkhas, separaradamente, informam sobre Vessavana; Tatola, Tattsla, Tatotala, Ojasi, Tejasi, Tatojasi, Sura, Raja; também Suraraja, Arittha, Nemi, e também Aritthanemi.

Há o lago Dharani, de lá vem a chuva. De lá banhos de chuva caem. E há o salão de au-diências, chamado Bhagalavati, onde os yakkhas se reúnem.

Lá há árvores permanentemente carregadas de frutos. E várias espécies de pássaros. O doce ruído de pavões e garças, e cânticos de belos cucos. Doce ruído de faisões comple-ta o som “Jivamjivaka”, e também os pássaros “otthavacittaka”. Aves domésticas e ca-ranguejos. Na floresta, as garças pokkharasataka, e papagaios da costa da Índia, baru-lhentos. Os pássaros dandamanavaka aparecem belos o tempo todo, sempre, no tanque de Kuvera.

Daqui do Monte Mahameru, o Norte, diz o povo, é governado pelo grande rei, o famoso chefe dos yakkhas. Kuvera é seu nome. Ele gosta de dança e de música ... (por favor re-petir a mesma fórmula acima).
G
Esta, em verdade, Senhor, é a proteção “Atanatiya”, para guarda, proteção, liberdade dos perigos, para o confortável viver dos monges, monjas, homens leigos, devotos e mulhe-res leigas devotas.
Sempre que, Senhor, por um monge ou monja, homem leigo devoto ou mulher leiga de-vota, esta proteção atanatiya for bem compreendida, for bem sabida, de cor, em todos os aspectos, ele ou ela, se um não-humano, seja um yakkha macho ou um yakkha fêmea, ou um yakkha menino ou yakkha menina, ou um grande yakkha ministro ou membro da as-sembléia ou um yakkha servo ou um gandhabba (macho, fêmea, menino ou menina, mi-nistro ou membro da assembléia ou servo); seja um Kumbhanda (macho, fêmea, etc.) ou um naga (idem), se com a mente perversa venham perto quando vierem, estando perto quando estiverem, sentando perto quando sentarem, deitando-se perto quando estiverem deitados, Senhor, aquele não-humano pertencente a mim não mais poderá, devido à sua
mente perversa, receber respeito e honra nas vilas e nos subúrbios. Senhor, aquele não-humano pertencente a mim não poderá mais receber, devido à sua mente perversa (con-tra aqueles monges e leigos) não mais estará apto a ir à assembléia dos yakkhas. Além disso, Senhor, aqueles não-humanos estarão impróprios para casar ou acasalar. Além disso, Senhor, os outros não-humanos poderão abusar deles com completo abusos pes-soais.  Além disso, Senhor, os não-humanos poderão colocar um vaso vazio de cabeça para baixo sobre suas cabeças.  Além disso, Senhor, os não-humanos poderão despeda-çar sua cabeça em sete partes.

Há, Senhor, não-humanos ferozes, terríveis e violentos. Que não respeitam os (Quatro) Grandes Reis. Que não aceitam as palavras dos ministros dos Grandes Reis. Que não a-ceitam os enviados dos ministros dos Grandes Reis. Aqueles não-humanos, em verdade, Senhor, foi dito estarem em revolta contra os Grandes Reis.

Como, Senhor, os ladrões do Reino de Magadha não aceitam a palavra do Rei de Maga-dha, não aceitam os ministros e enviados dos ministros do Rei de Magadha, aqueles grandes ladrões, em verdade, Senhor, se disseram em revolta contra o Rei da Magadha - do mesmo modo, em verdade, Senhor, aqueles não-humanos ferozes, terríveis e violen-tos não aceitam a palavra dos grandes Reis, nem dos seus ministros, nem dos enviados dos seus ministros. Aqueles não-humanos, em verdade, Senhor, tem estado em revolta contra os Grandes Reis.

Quem quer que seja, Senhor, algum não-humano, yakkha, gandhabba, Kumbhanda, ou naga, macho, fêmea, menino, menina, ministro, membro da assembléia, ou servo, que com a mente perversa seguir a um monge, monja, homem leigo devoto, mulher leiga de-vota quando indo, estando, sentando, deitando - os outros yakkhas, grandes yakkhas, ge-nerais, grandes generais, devem ser informados, devem ser advertidos, devem ser orde-nados aos gritos:  “Estes yakkhas (transgressores) me pertencem, estes yakkhas estão em sob a minha poosse, estes yakkkhas me molestaram, estes yakkhas me afligiram, estes yakkhas me feriram, estes yakkhas me caluniaram, estes yakkhas não estão livres de mim”.
H
Para quais yakkhas, para quais grandes yakkhas, para quais generais, para quais grandes generais é dito isto?
Inda, Soma, e Varuna, Bharadvaja, Pajapati, Candana e Kamasettha, Candana e Kama-settha, Kinnughandu e Nighandu, Panada e Opamañña, Devasuta e Matali, Cittasena e Gandhabba, Nala, Raja, Janesabha, Satagira, Hemavata, Punnaka, Karatiya, Gula, Siva-ka e Mucalinda, Vessamitta, Yugandhara, Gopala e Suppagedha, Hirinetti e Mandiya, Pancalacanda e Alavaka, Pajjunna, Sumana, Sumukha, Dadimukha, Manimanicara e Digha e finalmente  Serissaka.

Para estes yakkhas, para estes grandes yakkhas, para estes generais, para estes grandes generais, deve ser informado, deve ser advertido, deve ser ordenados  aos gritos: “Estes yakkhas me pertencem etc.”.

Esta é, em verdade, Senhor, a proteção Atanatiya, para guarda, proteção, liberdade con-tra o mal, para o confortável viver dos monges, monjas, devotos leigos e devotas leigas. Entretanto, nós temos de ir agora, Senhor, nós temos muitas tarefas, muitas coisas para serem feitas”.

(O Sublime disse:) “Ó vós, Grandes Reis, considerai agora que é tempo para isto”. En-tão, em verdade, os Quatro Grandes Reis, tendo-se levantado de seus assentos, e tendo saudado o Sublime, e circulando em torno dele com as mãos direitas em direção (a ele), desapareceram ali mesmo.

E, em verdade, aqueles yakkhas também, tendo-se levantado de seus assentos, alguns saudando o Sublime, e circulando em torno dele com as mãos direitas em direção (a e-le), desapareceram ali mesmo. Outros, mudados em amigáveis (expressões), saudando o Sublime, conversavam com polida e cortês fala, enquanto desapareciam ali mesmo. Al-guns se prostravam com as mãos unidas e levantadas para onde o Sublime estava e de-sapareciam. Outros, eles mesmos anunciavam sua linhagem e desapareciam ali mesmo. Outros continuavam em silêncio e desapareciam ali mesmo.


QUARTA PARTE

J
Então, em verdade, o Sublime, depois do lapso daquela noite, se dirigiu aos monges:  “Ó monges, esta noite os Quatro Grandes Reis, acompanhados por uma grande corte de yakkhas, acompanhados por uma grande corte de gandhabbas, acompanhados por uma grande corte de Kumbhandas, acompanhados por uma grande corte de nagas, colocando proteções nas quatro direções, estabelecendo tropas de soldados nos quatro lados, colo-cando grandes forças nos quatro lados (para salvaguarda de Sakka, o Rei dos Devas), quando a noite estava mais avançada, com insuperável coloração, iluminando comple-tamente o Gijjhákuta, se aproximaram de onde Eu estava. Tendo-se aproximado, sauda-ram-me e se sentaram ao meu lado. Em verdade, ó monges, aqueles yakkhas também me saudaram e se sentaram alguns transformados em expressões amigáveis, comigo conver-sando em polidas e corteses expressões, se sentaram ao lado, alguns prostrados com as mãos unidas e levantadas para onde eu estava e se sentaram ao lado, outros anunciando sua linhagem e se sentaram ao lado, outros permanecendo silenciosos se sentaram ao la-do.

Em verdade, ó monges, o Grande Rei Vessavana, que estava sentado ao lado, falou para mim assim: “Existem, Senhor, em verdade, yakkhas de alto poder descontentes com o Senhor ...  ó monges, em verdade eu consenti com silêncio. Então, em verdade, monges, o Grande Rei Vessavana, sabendo de meu consentimento, naquele momento, expôs esta proteção Atanatiya.
K
(Repete-se as seções de “C” a “H”)
L
Então, em verdade, monges, os quatro grandes Reis, tendo-se levantado de seus assen-tos, saudaram-me e me circularam com suas mãos direitas na minha direção e desapare-ceram ali mesmo.
Ó monges, aprendam a proteção Atanatiya; ó monges, dominem a proteção Atanatiya; ó monges, guardem na sua mente a proteção Atanatiya; ó monges, a proteção Atanatiya é para trazer o bem, para a guarda, proteção, liberdade do mal e confortável viver dos monges, monjas, homens leigos devotos e mulheres leigas, devotas”. O Sublime falou assim.  Aqueles monges, que estavam felizes, aprovaram a palavra do Sublime.


RECITAL FINAL

NAMO TASSÊ BHAGUEUETÔ ARERATÔ SAMMÁ SAMBHUDASSÊ!
(TRÊS VEZES)

1. KARANIYAMETTASUTTA

(Ver parte 16 dos Recitativos Preliminares)

2. JINAPANJARAM

A jaula dos conquistadores

1.  Nos vitoriosos espaços estão os heróis
Que, com as perfeições, dominaram Mara
E o sumo do néctar das Quatro Verdades
Aqueles Senhores beberam.

2.  Os Buddhas, Tanhánkara e outros
Os oitenta e onze líderes
Moram nos nossos corações,
Aqueles Mestres dos sábios.

3.  Os Buddhas se estabeleceram na cabeça;
Nos nossos olhos se firmou  o Dhamma
A Sangha, fonte das boas qualidades,
Implantada em nosso peito.

4.  E em seu coração, Anuruddha
E Sariputta à direita
Kondañña nas costas
E Moggallana à esquerda

5.  E em seu ouvido direito
Estão Ananda e Ráhula;
Kássapa e Mahanama
Ambos no ouvido esquerdo

6.  Nas pontas de seus cabelos, às costas
Como o Sol, o produtor da luz
Está assentado o que tem sorte
Sobhita, boi entre os sábios

7.  Kumarakassapa é o nome
Do grande Sábio, o doce pregador
Ele em sua boca, sempre
Estabeleceu-se ali como de qualidades a mina

8.  Puñña e Angulimala,
Upali, Nanda e Sívali
Os mais velhos, estes cinco estão
Em sua testa como um farol.

9.  O resto dos oito, os grandes velhos
Os conquistadores, os discípulos do conquistador
Faiscando no brilho de suas virtudes
Estão colocados em seus vários membros

10. O Ratana (sutta) está em sua frente
E à direita o Mettassutta
Dhajagga (paritta) atrás de você
E Angulimala (paritta) à sua esquerda.

11. O Khanda e Mora parittas
E o Atanatiya sutta
Transformou-se numa raiz no céu
O equilíbrio, transformado em abrigo

12. Para você que vive nas quatro posturas
Sempre na jaula do Supremo Buddha
Abrigado pelo método do Conquistador
Adornado com a fortaleza do Dhamma

13. Nascido do ar, da bílis ou de outros humores
Externos e internos perigos
E todos os distúrbios, que desapareçam
Através do poder da ilimitada qualidade.

14. No meio da jaula do Conquistador
Vivendo sobre a terra
Que todos protejam você
Todos aqueles grandes Senhores
Dos homens.

15. Assim ininterruptamente protegido
Vencidos os perigos por meio do poder
Do conquistador
Com a multidão dos inimigos destruídos
Pelo poder do Buddha
Possa você viajar protegido pelo poder
Do bom Dhamma

16. Assim ininterruptamente ...
... pelo poder do Dhamma

17. Assim ...
... pelo poder do Sangha

18. Você está cercado pela plataforma
Do bom Dhamma
Os oito Nobres seres estão
Nas oito direções
E entre eles existem oito protetores
E vivendo por dentro de um abrigo
Onde permanecem os conquistadores

19. Quebrando em pedaços as armas de Mara
No seu coração está o Professor
Tendo-se elevado na árvore Bodhi.
Moggallana está à esquerda
E vive em seu braço
E Sariputta à sua direita.
O Dhamma vive no meio
De seu peito.
O Bodhisattua que veio para
O ventre da pavoa
Da “moksha” veio para você
Nos seus dois pés
Na sola protetora do mundo

20. Todos os inauspícios, perigos e maus presságios
Todas doenças, más condições dos planetas,
Toda falta, todos os obstáculos, medos,
Maus sonhos, tudo o que é desagradável
Torna-se nada
Através do mais nobre do poderes
O do Buddha.

21. Todos os inauspícios ...
O do Dhamma.

22. Todos os ...
O da Sangha.

3. VOTOS PARA TODOS OS SERES

Que os aflitos com o sofrimento
Sejam livres do sofrimento
Que os aflitos com o medo
Sejam livres do medo
Que os aflitos com a lamentação
Sejam livres da lamentação
Possam todos os seres ser assim livres.

4. CONVITE PARA QUE OS NÃO-HUMANOS PARTICIPEM DOS MÉRITOS

Estando nos céus ou estando na terra
Devas e Nagas do mais alto poder
Recebendo parte deste mérito
Protejam longamente a Mensagem no mundo (Três vezes)

5. VOTOS PARA O BEM-ESTAR DO MUNDO

Possa a chuva cair na estação
Para sucesso da produção do cereal
E que o mundo seja próspero
Que os governantes sejam corretos.

6. NAMO TASSÊ BHAGUEVETÔ ARERATHÔ SAMMÁ SAMBHUDHASSÊ (Três ve-zes)

Buddham sarenam gatchámi
Dhammam sarenam gatchámi
Sangham sarenam gatchámi.
Dutiyámpi Buddham sarenam gatchámi
Dutiyámpi Dhammam sarenam gatchámi
Dutiyámpi Sangham sarenam gatchámi
Tatiyámpi Buddham sarenam gatchámi
Tatiyámpi Dhamman sarenam gatchámi
Tatityámpi Sangham sarenam gatchámi

Panatipata veramani sikkhapadam samadiyami.
Adinnadanna veremani .....
Kamesu micchhá chará veremani .....
Musavadá veremani .....
Surame rayá majja pama datthaná veremani .....

7. CONVITE AOS DEUSES, SEMI-DEUSES E TODOS SERES DIVINOS PARA PARTILHAR DESTES MÉRITOS.

a) Destes méritos até agora por nós
Conseguidos e atingidos
Possam todos os Devas partilhar
Para a realização de todas as felicidades

b) .....
Possam os Bhuddas partilhar
.....

c) .....
Possam todos os seres partilhar
.....

8. VARIAÇÃO DO Nº 4

a) Estando nos céus ou estando na terra
Devas e Nagas do mais alto poder
Recebendo parte deste mérito
Protejam longamente a Mensagem no mundo

b) Estando nos céus .....
.....
Protejam longamente o Ensino

c) Estando nos céus .....
.....
Protejam longamente a mim e aos outros.

9. CONVITE AOS PARENTES MORTOS PARA PARTILHAR DOS MÉRITOS

Que os meus parentes mortos recebam estes méritos. (Três vezes)
Que eles sejam felizes. (Três vezes)


(FIM DO RECITAL)


Notas
1  R. Samuel.
2  Os quatro estágios da iluminação - duplicados em o que vai conseguir e o que consegue.
3  Budha - Dhammma - Sangha.
4  Perda-ganho; honra-desonra; tristeza-alegria; louvor-censura.
5 Quatro estágios de iluminação.
6  Primeiro Grau de iluminação.
7  Espécie de Serpente Mitológica.



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