sábado, 12 de dezembro de 2015

PARTE DOIS




NAMÔ TASSÊ BHAGUEVETÔ ARERRATÔ SAMMÁ SAMBHUDASSÊ!

[ESTA TRADUÇÃO ESTAVA PERDIDA, DEVO A SUA RECUPERAÇÃO A NAPSUGAR QUE CONSEGUIU RECUPERAR UM ANTIGO DISCO DE COMPUTADOR. R. SAMUEL]


1. SARENAGAMANAM

Ir em refúgio
Buddham Sarenam Gatchámi etc.

2. OS DEZ PRECEITOS

Abster-se de destruir vida, de tomar o que não lhe for dado, de errada conduta em prazer sexual, de falar em vão; de licores espirituosos, fermentados ou destilados, lugares per-missivos ou de jogo; abster-se de se alimentar no tempo impróprio (para os monges), de dançar, cantar, tocar, visitar espetáculos; de usar guirlandas, perfumes e cosméticos; de ornamentos e ocasiões para adornos, de usar camas altas e largas, de aceitar ouro ou pra-ta.

3. QUESTÕES PARA O NOVIÇO

O que é um? Todos os seres sustentados por comida.
Dois?  Nome e forma (individualidade: mente e corpo).
Três? As três sensações (prazer, desprazer e neutra).
Quatro? As Quatro Nobres Verdades (Ver adiante).
Cinco? Os cinco fatores de apego à existência (corpo, sensação, percepção, pen-samento e consciência).
Seis? As seis esferas internas (olho, ouvido, nariz, língua, corpo e mente).
Sete? Os sete fatores de iluminação (Atenção, Investigação da Doutrina, Esfor-ço, Alegria, Tranqüilidade, Concentração, Equanimidade).
Oito? O Nobre Óctuplo Caminho (Correta Visão, Correto Pensamento, Correto Falar, Correta Ação, Correto Meio de Vida, Correto Esforço, Correta A-tenção, Correta Concentração (Ver adiante).
Nove?  As nove residências dos seres.
Dez? O chamado Arahant, que tem as dez qualidades (Ver adiante).

4. OS TRINTA E DOIS CONSTITUINTES

Há neste corpo cabelo da cabeça, pêlos do corpo, unhas, dentes, pele, carne, tendões, os-sos, tutano, rins, coração, fígado, pleura, baço, pulmão, baixo intestino, intestinos, estô-mago, excrementos, bile, catarro, pus, sangue, suor, gordura, lágrima, sebo, escarro, mu-co do nariz, fluido sinovial, urina e miolos.

5. AS REFLEXÕES

Cuidadosamente, com cuidado próprio, uso minhas vestes apenas com o fim de me pro-teger do frio, do calor, do contato com moscas e mosquitos, vento e sol e répteis, e tam-bém para cobrir as partes íntimas. Cuidadosamente, com cuidado próprio, uso minha comida não por esporte, não para o vigor humano, não como ornamento, não como a-dorno, mas apenas com o fim de segurar e sustentar este corpo, sarar suas feridas, ajudar a viver a vida santa. Então destruí as sensações do passado, não produzirei novas sensa-ções, e a continuação desta vida será levada. Esta habitação, sem erros e confortáveis, será levada. Cuidadosamente, com cuidado próprio, uso esta habitação apenas com o fim de guarda do frio, do calor, do contato com moscas e mosquitos, vento, sol e répteis, para agüentar os rigores das estações e outros perigos, e para ter a alegria no retiro. Cui-dadosamente, com cuidado próprio, uso requisitos contra doenças e oferendas de medi-camentos apenas com o fim de guarda do sofrimento que aparece quando corpo está do-ente e porque a libertação da doença é correta.

6. DISCURSO DAS DEZ QUALIDADES

Assim foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, Bosque Jeta, no parque de Anathapindika [que era homem nobre, construtor do Mosteiro Jetavana, e que apoiou o Senhor Buddha Gotama desde suas primeiras pregações], quando, em verdade, o Sublime endereçou aos monges o seguinte: “Ó monges”, disse.  “Senhor”, aqueles monges responderam.  O Su-blime disse então: "Estas dez qualidades devem ser constantemente contempladas pelo recluso. Quais são estas dez? Deve ser constantemente contemplado pelo recluso que:  ‘eu atingi o estado de não ter casta’; ‘minha casa é para outros’; ‘outra melhor conduta por mim poderia ser mantida’; ‘talvez a minha mente não me esteja acusando do meu mau procedimento’; ‘talvez um sábio companheiro de mosteiro me teste mas não me acuse de meu procedimento’; ‘haveria separação e diferença de todos aqueles que antes me foram caros e amados’; ‘sou aquele para quem o kamma [carma, a intenção da ação] é minha única propriedade, sou herdeiro de meu próprio carma, tenho carma como ma-triz, tenho carma como parente, tenho carma como refúgio, e de qualquer bom ou mal carma que eu crie serei herdeiro disto’; ‘para que noite e dia passam?’; ‘talvez poderia estar no prazer de uma quieta casa’; ‘haverá qualidades em mim além do poder do ho-mem e foi a nobre visão do Conhecimento atingida por mim?’; ‘poderia eu, durante meus últimos dias, questionado pelos monges companheiros, não ficar confuso?’. Estas dez qualidades, ó monges, devem ser constantemente contempladas pelo recluso". O Sublime disse isto.  Agradecidos, aqueles monges se alegraram com as palavras do Su-blime.

PELA FORÇA DESTA VERDADE POSSAM AS TRÊS JÓIAS PROTEGER VOCÊ!  (Três vezes)

7. MAHAMANGALASUTTAM - (Na primeira parte)

8. RATANASUTTAM – (Na primeira parte)

9. KARANIYAMETTASUTTAM - (Na primeira parte)

10. KHANDHAPARITTAM

A Proteção contra Khandha

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, Bosque Jeta, parque de Anathapindika e, nas imediações, em Savatthi, um certo monge morreu ferido por uma cobra. Então, em verdade, muitos monges se aproximaram de onde estava o Sublime, e tendo-se aproxi-mado, O saudaram e sentaram-se a um lado. Depois de sentados, em verdade, aqueles monges falaram para o Sublime deste modo: “Aqui, em Savatthi, um certo monge, tendo sido ferido por uma cobra, morreu”.

[E o Sublime disse então:] “Em verdade, ó monges, aquele monge não saturou os quatro reinos de serpentes com uma amorosa mente. Se, ó monges, em verdade, aquele monge tivesse permeado os quatro reais clãs de serpente com a mente amorosa, ó monges, em verdade aquele monge não teria morrido tendo sido ferido por uma serpente. E quais são os quatro reais clãs de serpente?  O real clã de serpente Virupakkha, o real clã de serpente Erapatha, o real clã de serpente Tchabyaputta, o real clã de serpente Kanhagotamaka. Em verdade, ó monges, aquele monge não saturou os quatro reais clãs de serpente com amorosa mente. Se, em verdade, ó monges, aquele monge tivesse saturado estes quatro reais clãs de serpente com amorosa mente, ó monges, em verdade aquele monge não teria morrido se ferido por serpente. Eu conclamo a vocês, ó monges, de permear estes quatro reais clãs de serpente com amorosa mente, para a segurança pessoal, para a proteção pessoal”. O Sublime disse isto. Tendo dito isto, o Caminhante, o Mestre outra vez proferiu assim:

1.  Meu amor está com os Virupakkhas
Meu amor está com os Erapathas
Meu amor está com os Tchabyaputtas
Meu amor está com os Kanhagotamakas

2.  Meu amor está com quem não tem pés
Meu amor está com quem tem dois pés
Meu amor está com quem tem quatro pés
Meu amor está com quem tem muitos pés

3.  Que não me fira nenhum que não tenha pés
Que não me fira nenhum que tenha dois pés
Que não me fira nenhum que tenha quatro pés
Que não me fira nenhum que tenha muitos pés

4.  Possam todos os seres, todos aqueles com vida
Possam todos aqueles que retornaram
Em sua totalidade
Possam todos ver o que é bom
Que nenhum mal venha a sofrer

O Buddha é ilimitado, o Dhamma é ilimitado, a Sangha é ilimitada, mas os corpos têm limites. Serpentes, escorpiões, centopéias, aranhas, lagartos, ratos. A segurança deles foi feita por mim. A proteção deles foi feita por mim. Possam estes seres recolher (a suas habitações).

Que eu adoro o Sublime, adoro os sete completamente iluminados.

PELA FORÇA DESTA VERDADE POSSAM AS TRÊS JÓIAS PROTEGER VOCÊ!  (Três vezes)

11. DISCURSO DOS BENEFÍCIOS DO AMOR

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, bosque Jeta, no parque de Anathapindika, quando em verdade se dirigiu aos monges: “Ó monges”. “Senhor”, aqueles monges res-ponderam.  O Sublime falou desse modo:

“Ó monges, há onze proveitos esperados do amor, da emancipação do coração, associa-do, desenvolvido, feito mais por, feito um hábito por, feita uma base de, efetivado, pra-ticado, bem nascido. E quais são os onze?
“Dorme bem, levanta-se bem, não tem maus sonhos, torna-se afetuosos aos humanos, torna-se afetuoso aos não-humanos, as divindades o protegem, nenhum fogo, veneno ou arma o afeta, sua mente fica calma rapidamente, a cor de sua face brilha, chega à morte lúcido e além disso, se ele não chegou a Compreender, quando morre vai para o mundo dos Brahmas.
“Ó monges, do amor, da emancipação do coração, associado, desenvolvido, feito mais por, feito um hábito por, feita uma base de, efetivado, praticado, bem nascido, esses on-ze proveitos são esperados”.

O Sublime disse isto. Aqueles montes se alegraram com o que disse o Sublime.

12. OS PROVEITOS DA AMIZADE

1.  Come bem (porque é bem acolhido)
Quando sai de sua casa.
Muitos dependem dele
De quem não trai os amigos.

2.  A qualquer país que vá, a qualquer centro
Ou a cidade real
Lá ele é sempre honrado
Quem não trai os amigos.

3.  Ladrões não o atacam
Nem o rei o despreza
Ele supera os inimigos
Quem não trai os amigos.

4.  Sem raiva volta pra casa
É feliz em assembléias
Ele é o melhor dos parentes
Quem não trai os amigos.

5.  É respeitado porque respeita
Reverencia e é reverenciado
Assim tem fama é glória
Quem não trai os amigos.

6.  Como ele é muito honrado
E disposto à veneração
As homenagens recebe
Na sua fama e glória
Quem não trai os amigos.

7.  Ele brilha como a luz
Brilha como um ser divino
A prosperidade não o abandona
Quem não trai os amigos.

8.  Bois lhe dão produção
O que planta recolhe
Desfruta os frutos dos filhos
Quem não trai os amigos.

9.  Na caverna ou na montanha
Ou na árvore, desfalecido
Se cai, logo consegue auxílio
Quem não trai os amigos.

10. Mesmo envelhecido
Como figueira ao vento
Não o dobram inimigos
Quem não trai os amigos.

13. A PROTEÇÃO PELO PAVÃO

1.  Este [sol], possuidor dos olhos, único rei, nasce
Sua dourada cor iluminando a terra
E então o adoro, na sua cor de ouro iluminando a terra
E hoje, protegido por você cumprirei meu dia.
Qualquer brâmane, conhecedor dos Vedas
Seja louvado e me proteja
Louvados sejam os antigos Buddhas
Louvadas sejam suas grandes vitórias
Louvados sejam os Emancipados
Louvadas sejam suas liberações!

Feita esta proteção
O pavão sai, em busca de alimento.

2.  Este [sol], possuidor dos olhos, único rei, se põe
Sua dourada cor iluminando a terra
E então o adoro, na sua cor de ouro iluminando a terra
E hoje, protegido por você cumprirei meu dia.
Qualquer brâmane, conhecedor dos Vedas
Seja louvado e me proteja
Louvados sejam os antigos Buddhas
Louvados sejam suas grandes vitórias
Louvados sejam, os Emancipados
Louvadas sejam suas liberações!

Feita esta proteção
O pavão cumpriu seu dia.

14. PROTEÇÃO PELA LUA

[Na lenda do seu eclipse]

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, no Bosque Jeta, no parque de Anathapin-dikha, quando a lua, a divina filha, foi sequestrada por Ráhu, senhor dos assuras [demô-nios]. Então, em verdade, a Lua, a divina filha, lembrou-se do Sublime e disse a seguinte estrofe:
Buddha herói, louvado sede.
sois livre de tudo,
Estou obstruída
Sede refúgio para mim!
Então, em verdade, o Sublime disse uma estrofe para Ráhu, senhor dos assuras, referin-do-se a lua, a divina filha:
No Caminhante, no Perfeito
A lua tomou refúgio
Ó Ráhu, libera a lua
Os Buddhas têm compaixão
Por todos os mundos!
Então, em verdade, Ráhu, senhor dos assuras, tendo libertado a lua, correu para onde es-tava Vepacitti, senhor dos assuras. Tendo-se aproximado, estava agitado, os cabelos agi-tados, e parou ao lado. Em verdade Vepacitti, senhor dos asuras, falou para Ráhu, se-nhor dos assuras, que estava ao lado, a estrofe:
Por que tão agitado
Ó Ráhu, se a lua foi liberada?
Por que ainda agitado
Por que parece com medo?
(Ráhu:)
Em sete partes se quebrara minha cabeça
Se vivesse não seria feliz
Se, ouvindo os versos do Buddha
Não libertasse a lua.

15. PROTEÇÃO PELO SOL

[Na lenda do eclipse]

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, no Bosque Jeta, no parque de Anathapin-dika, quando o sol, o divino filho, foi preso por Ráhu, senhor dos assuras. Então, em verdade, o Sol, o divino filho, lembrando-se do Buddha, disse a seguinte estrofe:
Buddha herói, louvado sede!
Sois livre de tudo
Estou obstruído
Sede refúgio para mim.
Então, em verdade, o Sublime disse uma estrofe para Ráhu, senhor dos assuras, referin-do-se ao Sol, o divino filho:
No Caminhante, no Perfeito
O sol tomou refúgio.
Ó Ráhu, libera o Sol
Os Buddhas têm compaixão
Por todos os mundos.
Então, em verdade, Ráhu, senhor dos assuras, tendo libertado o Sol, correu para onde es-tava Vepacitti, senhor dos assuras. Tendo-se aproximado, estava agitado, os cabelos agi-tados, e parou ao lado. Em verdade Vepacitti, senhor dos assuras, disse para Ráhu, se-nhor dos assuras, que estava ao lado, a estrofe:
Por que tão agitado
Ó Ráhu, se o sol foi liberado?
Por que ainda agitado?
Por que parece com medo?
(Ráhu responde:)
Em sete partes se quebrara minha cabeça
Se vivesse não seria feliz
Se ouvisse os versos do Buddha
E não libertasse o Sol.

16. DHAJAGGAPARITTAM

A proteção através do topo do estandarte

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, no bosque Jeta, dentro do parque de Ana-thapindika, quando, em verdade, o Sublime se dirigiu aos monges: “Ó monges”. “Sim, Senhor”, aqueles monges responderam ao Sublime. O Sublime então falou:
“Isto aconteceu há muito tempo, ó monges. Havia uma guerra entre os devas (divinos) e os assuras (demônios). Então, em verdade, ó monges, Sakka, Senhor dos Devas, se diri-giu ao deva de Tavatimsa:
“Se, ó Felizes, o medo, ou o espanto, ou o estremecimento dos cabelos do corpo apare-cer durante a batalha, então vocês devem olhar para o topo do meu estandarte.  Quem olhar para o topo do meu estandarte verá desaparecer o medo, ou o espanto, ou o estre-mecimento dos cabelos do corpo. Se vocês não puderem ver o topo do meu estandarte, olhem para o topo do estandarte de Pajápati, rei dos devas. Quem vir o topo do estandar-te de Pajápati verá desaparecer o medo, o espanto ou tremor. Se não puderem ver o topo do estandarte de Pajápati, rei dos devas, olhem para o topo do estandarte de Varuna, rei dos devas. Quem vir o topo do estandarte de Varuna, rei dos devas, verá desaparecer o medo, o espanto ou tremor. Se não puderem ver o topo do estandarte de Varuna, rei dos devas, olhem para o topo do estandarte de Isana, rei dos devas.
Quem vir o topo do estandarte de Isana verá desaparecer o medo, espanto ou tremor.
“Em verdade, ó monges, aquele que olhava para o estandarte de Sakka, Senhor dos de-vas, ou de Pajápati, rei dos devas, ou de Varuna, rei dos devas, ou de Isana, rei dos de-vas, seu medo, espanto ou tremor desaparecia ou não? E por quê?

“Porque Sakka, o Senhor dos Devas, ó monges, não estava livre da paixão, não estava livre da fúria, não estava livre da ilusão, estava amedrontado, trêmulo, cheio de medo e corria em fuga. Em verdade eu digo a vocês: Para quem que, tendo ido à floresta, senta-do na raiz de uma árvore, numa habitação vazia, aparecer o medo, espanto ou tremor, deve se lembrar de mim na solidão, desse modo:
"ASSIM AQUELE SUBLIME É PERFEITO, COMPLETO,  SUPREMAMENTE ILUMINADO, POSSUIDOR DO CONHECIMENTO E DA AÇÃO, BEM-IDO, CONHECEDOR DOS MUNDOS, INSUPERÁVEL, CONDUTOR DE HABILITADOS HOMENS, MESTRE DE DEUSES E DE HOMENS, O ILUMINADO, O SUBLIME”.

Em verdade, para quem se lembrar de mim, nenhum medo, espanto ou tremor acontece-rá. Se você não puder lembrar-se de mim, então deve lembrar-se Dhamma, desse modo:
“O DHAMMA FOI BEM PROCLAMADO PELO SUBLIME, VISÍVEL AGORA MESMO E AQUI, ABERTO A TODOS, LEVANDO (AO NIBBANA) E DEVENDO SER COMPREENDIDO INDIVIDUALMENTE POR CADA UM POR SI MESMO”.

Em verdade, ó monges, para quem se lembrar do Dhamma, nenhum medo espanto ou tremor acontecerá. Se você não puder lembrar-se do Dhamma, então você deve lembrar-se da Sangha, desse modo:
“A MULTIDÃO DOS DISCÍPULOS DO SUBLIME TEM SEGUIDO CORRETAMENTE. A MULTIDÃO DOS DISCÍPULOS DO SUBLIME TEM SEGUIDO O CAMINHO MAIS CURTO. A MULTIDÃO DOS DISCÍPULOS DOS SUBLIME TEM SEGUIDO O CAMINHO CORRETO. A MULTIDÃO DOS DISCÍ-PULOS DO SUBLIME VIVE DE MANEIRA ÓTIMA. OS QUATRO PARES DE HOMENS, OS OITO CARACTERES HUMANOS: ESTA É A MULTIDÃO DOS DIS-CÍPULOS DO SUBLIME. DIGNA DE SACRIFÍCIOS, DIGNA DE HOSPITALIDADE, DIGNA DE OFERENDAS, DIGNA DE SER REVERENCIADA COM AS PALMAS DAS MÃOS JUNTAS. INSUPERÁVEL CAMPO DE MÉRITO DO MUNDO”.

Em verdade, ó monges, para quem se lembrar da multidão dos discípulos, nenhum me-do, espanto ou tremor ocorrerá.
“Qual a razão? Porque o Caminhante, ó monges, é Digno, Completo e Supremamente Iluminado, livre da paixão, livre do ódio, livre da ilusão, não tem medo, não estremece, livre do tremor e não foge”.

O Sublime falou assim. Depois de falar, o Caminhante, o Mestre ainda disse:
1.  Na floresta ou ao pé de uma árvore
Ou numa habitação vazia, ó monges,
Lembrem-se do Supremo Iluminado,
E não haverá medo em você.

2.  Se não se lembrar do Supremo
O grande Senhor do Mundo, mais nobre dos homens
Então lembre-se do Dhamma
Bem expresso, que leva à Salvação.

3.  Se não se lembrar do Dhamma
Bem expresso, que leva à salvação
Lembre-se da Sangha
Insuperável campo de mérito.

4.  Para quem se lembrar do Buddha
Do Dhamma e da Sangha, ó monges,
Medo, espanto ou tremor
No seu corpo não haverá


SEGUNDA PARTE

17. MAHAKASSAPATTHERA BOJJHANGAM

Fatores de iluminação relatados para o velho Kássapa, o grande.

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Rajagaha, Veluvana (Bosque de Bambu), em Ka-landakanivapa (Terra de Pasto dos Esquilos), quando, naquele tempo, o venerável Kás-sapa, o grande, vivia na caverna Pipphali, mal, sofrendo, dolorosamente doente. Então, em verdade, o Sublime, à tarde, tendo saído de sua solidão, aproximou-se de onde o ve-nerável Kássapa, o grande, se encontrava. Tendo-se aproximado, sentou-se num assento que lhe foi preparado.  Então, já sentado, o Sublime falou dessa forma para o venerável Kássapa, o grande: “Como está, Kássapa? Está melhor? Como está-se alimentando? Su-as dores diminuíram? Ou aumentaram? Você acha que sua doença vai passar? Ou você acha que vai piorar?” (E Kássapa responde:) “Senhor, eu não estou melhor, não houve alívio. As dores são terríveis. Aumentam, não diminuem, estão muito longe de terminar, não diminuem”.
(O Sublime disse:) “Ó Kássapa, há estes sete fatores de iluminação, bem declarados por mim, desenvolvidos, realizados, que levam à introspecção, completa iluminação, Nib-bana.  Quais são? O fator de iluminação Plena Atenção, então, Kássapa, bem declarado por mim, desenvolvido, realizado, que leva à introspecção, completa iluminação, Nib-bana . Investigação do Dhamma (doutrina ou verdade), então, Kássapa, bem declarado por mim, desenvolvido, realizado, que leva à Introspecção, completa iluminação, Ni-banna.
Energia ..... Nibbana. Alegria ..... Nibbana. Serenidade ..... Nibbana. Concentração ..... Nibbana. Equanimidade ..... Nibbana.
Foi assim, ó Kássapa, que estes sete fatores de iluminação foram bem declarados por mim, desenvolvidos, realizados, que levam à introspecção, completa iluminação, Nib-bana.

(Kássapa:) “Verdade, Senhor, os fatores de iluminação! Verdade, Senhor, os fatores de iluminação!”
Assim falou o Sublime. Feliz, o grande Kássapa aprovava o que tinha sido dito pelo Se-nhor, levantando-se de sua doença, curado.

18. MAHAMOGGALLÀNATTHERABOJJHANGAM

Os fatores de iluminação relatados para o velho Moggallana, o Grande.

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Rajagaha, Veluvana, em Kalandakanivapa, quando o venerável Moggallana, o grande, vivia no monte Gijjhakuta (Pico dos Abutres), e esta-va mal, sofrendo, dolorosamente doente. Então o Sublime, de tarde, saindo de sua soli-dão, se aproximou de onde estava o venerável Mogallana, o grande, e tendo-se aproxi-mado sentou-se num assento preparado previamente para Ele. Então, já sentado, o Su-blime falou dessa maneira para o venerável Moggallana, o grande: “Como está, Moggal-lana? Está melhor? Como tem-se alimentado? Suas dores diminuíram? Aumentaram? Acha que sua doença vai passar? Acha que vai piorar?” (E Moggallana responde:)
“Senhor, não estou melhor, não houve alívio. As dores são terríveis. Aumentam, não diminuem, estão muito longe de terminar, não diminuem”.

(O Sublime disse:) “Ó Moggallana, há estes sete fatores de iluminação bem declarados por mim, desenvolvidos, realizados, que levam à introspecção, completa iluminação, Nibbana. Quais são? O fator de iluminação Plena Atenção, então, Moggallana, bem de-clarado por mim, desenvolvido, realizado, que leva à introspecção, completa ilumina-ção, Nibbana. O fator de iluminação Investigação do Dhamma ..... Nibbana. O fator de iluminação Energia ..... Nibbana. O fator de iluminação Alegria ..... Nibbana. O fator de iluminação Serenidade ..... Nibbana. O fator de iluminação Concentração ..... Nibbana. O fator de iluminação Equanimidade ..... Nibbana.
Foi assim, ó Moggallana ..... Nibbana.

(Moggallana:) “Verdade, Senhor, os fatores de iluminação!”
Assim falou o Sublime. Feliz, o grande Maggallana aprovava o que tinha sido dito pelo senhor, levantando-se de sua doença, curado.

19. MAHACUNDATTHERABOJJHANGAM

Fatores de iluminação relatados pelo velho Cunda, o Grande

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Rajagaha, Veluvana, em Kalandakanivapa, e neste tempo o Sublime estava mal, sofrendo, dolorosamente doente. Então, em verdade, o ve-nerável Cunda, o grande, à tarde, saindo de sua solidão, se aproximou de onde estava o Sublime. Tendo-se aproximado, fez grande reverência ao Sublime, e sentou-se a seu la-do.  O Sublime falou, então, desse modo, ao venerável Cunda, o Grande, que estava a seu lado: “Que os fatores de iluminação estejam bem claros para você, ó Cunda”.

(Cunda:) “Há, Senhor, sete fatores de iluminação que foram bem declarados pelo Su-blime, desenvolvidos ..... Nibbana. Quais são? O fator de iluminação Plena Atenção ..... Investigação do Dhamma ..... Energia ..... Alegria ..... Serenidade ..... Concentração ..... Equanimidade .....

(O Sublime:) “Em verdade são estes, ó Cunda, os fatores de iluminação, são estes”. O venerável Cunda, o grande, disse a seguir: “O Mestre está em concordância comigo”. E o Sublime levantou-se de sua doença. E então aquela doença do Sublime havia desapa-recido.

20. GIRIMANANDASSUTTAM

Discurso para Girimananda [Este sutra praticamente resume toda a Doutrina]

Isto foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Savatthi, Bosque Jeta, no parque de Anathapindika, e nesta época o venerável Girimananda estava mal, sofrendo, dolorosamente doente. En-tão, em verdade, o venerável Ananda se aproximou de onde estava o Sublime e, perto dele, reverenciou-O respeitosamente e sentou-se a seu lado. Depois de sentado, em ver-dade, o venerável Ananda falou desse modo para o Sublime: “Senhor, o venerável Giri-mananda está mal, sofrendo, dolorosamente doente. É bom, Senhor, que o Senhor se a-proxime de onde o venerável Girimananda está e tenha compaixão por ele”.

O Sublime falou, então: “Se você, Ananda, aproximar-se do monge Girimananda e de-pois proferir as dez percepções para ele, poderá ocorrer que, tendo ouvido as dez per-cepções, aquele mal que acomete o monge Girimananda imediatamente desapareça. Quais são as dez?

A percepção da Impermanência, a percepção da Inexistência de um “Eu”, a percepção das Impurezas, a percepção do Perigo, a percepção da Destruição, a percepção do Desa-pego, a percepção da Cessação, a percepção do Desencanto com Totalidade do Mundo, a percepção da Impermanência dos Pensamentos, e a Plena-atenção na Inspiração e Ex-piração.

E Ananda, o que é a percepção da Impermanência?
Aqui, ó Ananda, o monge que foi para a floresta, ou que foi para o pé de uma árvore, ou que ocupou um abrigo que encontrou abandonado, considera assim: O corpo é imper-manente, as sensações são impermanentes, as percepções são impermanentes, os pen-samentos são impermanentes, a consciência é impermanente. Assim ele vive refletindo na impermanência desses Cinco Agregados da avidez [normalmente considerados como se fosse um “eu”].
Esta é dita, ó Ananda, a percepção da impermanência.

E Ananda, que é a percepção da Inexistência de um “Eu”?
Aqui, ó Ananda, o monge que foi à floresta, ou que foi ao pé de uma árvore, ou que o-cupou um abrigo que encontrou abandonado, considera assim: - O olho é destituído de substância própria e a forma é destituída de substância própria. - O ouvido é destituído de substância própria e o som é destituído de substância própria. - O nariz é destituído de substância própria e o odor é destituído de substância própria. - A língua é destituída de substância própria e o gosto é destituído de substância própria. - O corpo é destituído de
substância própria e a sensação é destituída de substância própria. - A mente é destituída de substância própria e os pensamentos são destituídos de substâncias próprias. - Assim nessas seis esferas internas e externas ele vive, refletindo nesses destituídos de substân-cia própria.
Esta é, ó Ananda, a percepção da Inexistência de um “Eu”.

E o que é, ó Ananda, a percepção das Impurezas?
Aqui, ó Ananda, o monge considera as impurezas de várias maneiras, sentindo o corpo, dos pés ao topo da cabeça, delimitado pela pele: Neste corpo há cabelos da cabeça, pê-los do corpo, unhas, dentes, peles, carne, tendões, ossos, tutano, rins, coração, fígado, pleura, baço, pulmão, baixo intestino, intestinos, estômago, excrementos, bile, catarro, pus, sangue, suor, gordura, lágrima, sebo, escarro, muco do nariz, fluido sinovial, urina e miolos. Assim ele vive refletindo as impurezas deste corpo.
Esta é, ó Ananda, a percepção das Impurezas.

E Ananda, o que é a percepção do Perigo?
Aqui, ó Ananda, o monge que foi para a floresta, ou que foi para o pé de uma árvore, ou que foi para um abrigo que encontrou abandonado, considera assim:  Este corpo é cheio de sofrimento, este corpo apresenta muitos perigos. Pois neste corpo aparecem várias a-flições, como a doença dos olhos, como a doença da audição, a doença do nariz, a doen-ça da fala, a doença do corpo, a doença do coração, a doença do ouvido, doença da boca, doença do dente, tosse, asma, catarro, calor, febre, doença do abdômen, desfalecimento, desinteria, dor aguda, cólera, lepra, abcessos, queda da pele, consunção (tuberculose), epilepsia, erupção cutânea, sarna, crosta (ferida), arranhões de unha que infeccionam, ferimentos, doenças do sangue, da bile, afecções catarrais, afecções de golpes de ar, a-fecções dos humores do corpo, afecções das mudanças das estações, afecções derivadas dos aborrecimentos, afecções espasmódicas, afecções do mau carma, resfriados, calores, fome, sede, excreção de matéria fecal e de urina. Assim ele vive refletindo sobre os Pe-rigos do corpo.
Esta é, ó Ananda, a percepção do Perigo.

E Ananda, o que é percepção da Destruição?
Aqui, ó Ananda, o monge não preserva o pensamento concernente ao prazer sensual que nasce, mas o abandona, mas o afasta, livra-se dele, só para atingir o estado de renúncia.  Ele não preserva o pensamento de raiva que nasce ..... Não preserva o pensamento de agressão que nasce ..... Não preserva o pensamento malévolo que nasce ..... Não preser-va o pensamento inábil que nasce ..... Assim ele reflete sobre a Destruição.
Esta é, ó Ananda, a percepção da Destruição.

E o que é, ó Ananda, a percepção do Desapego?
Aqui, ó Ananda, o monge que foi à floresta, seja para o pé de uma árvore, seja para um abrigo vazio, considera assim: “Isto é calmo, isto é excelente”, e ele acalma todos os pensamentos, livra-se de todos os substratos mentais, como o desejo, atinge o desapego, a renúncia, a libertação, a não-ansiedade, a imparcialidade a serenidade, o Nibbana.
Esta é, ó Ananda, a percepção do Desapego.

O que é, ó Ananda, a percepção da Cessação?
Aqui, ó Ananda, o monge que foi para a floresta, seja para o pé de uma árvore, seja para um abrigo vazio, considera assim: “Isto é calmo, isto é excelente”, acalmando os pen-samentos, atingindo o Desapego, a imparcialidade, o Nibbana.
Esta é, ó Ananda, a percepção da Cessação.

O que é, ó Ananda, a percepção do Desencanto com a Totalidade do Mundo?
Aqui, ó Ananda, o monge, sejam quais forem os estratagemas e atrações, decisões, ade-rências e tendências de sua mente, abandona-as todas e não se prende a elas, não se en-canta com elas.
Esta é, ó Ananda, a percepção do Desencanto com a Totalidade do Mundo.

O que é, ó Ananda, a percepção da Impermanência dos Pensamentos?
Aqui, ó Ananda, o monge fica  envergonhado e desgostoso com o que se refere a todos os pensamentos que aparecem em sua mente.
Esta é, ó Ananda, a percepção da Impermanência dos Pensamentos.

O que é, ó Ananda, Plena-atenção na Inspiração e Expiração?
Aqui, ó Ananda, o monge que for para a floresta, seja para o pé de uma árvore, seja para um abrigo vazio, senta-se de pernas cruzadas, colocando seu corpo ereto, procurando a Atenção em frente de si. E ele inala atentamente, e ele exala atentamente. Inalando uma profunda inspiração ele sabe: “Estou inalando uma profunda inspiração”. Exalando uma profunda expiração, ele sabe: “Estou exalando uma profunda expiração”. Inalando uma curta inspiração, ele sabe: “Estou inalando uma curta inspiração”. Exalando uma curta expiração, ele sabe: “Estou exalando uma curta expiração”.
Ele treina:  “Estou inalando experimentando a totalidade do corpo”.
Ele treina:  “Estou exalando experimentando a totalidade do corpo”.
Ele treina:  “Estou inalando acalmando os constituintes do corpo”.
Ele treina:  “Estou exalando acalmando os constituintes do corpo”.
Ele treina:  “Estou inalando experimentando energia”.
Ele treina:  “Estou exalando ...”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando experimentando felicidade”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando experimentando os constituintes da mente”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando acalmando os constituintes da mente”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando experimentando a mente”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando fazendo a mente alegrar-se”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando manipulando a mente”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando causando a libertação da mente”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando contemplando a impermanência”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando contemplando a serenidade”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando contemplando a Cessação dos pensamentos”.
Ele treina:  “Estou inalando/exalando contemplando a Libertação”.
Assim ele treina.
Esta é, ó Ananda, a Plena-atenção na Inalação e Expiração.

Se você, Ananda, aproximar-se do monge Girimananda e proferir estas dez percepções, pode acontecer que, depois que ouvir estas dez percepções, aquela doença possa imedia-tamente desaparecer”.

Então, assim, o Venerável Ananda, tendo aprendido estas dez percepções em presença do Sublime, saiu e foi ao lugar onde estava o Venerável Girimananda.  Tendo chegado, proferiu estas dez percepções para ele.
Então daquela doença o Venerável Girimananda foi imediatamente curado. E ele levan-tou-se de sua doença, e aquela doença desapareceu.

21. ISIGILISUTTAM

Discurso sobre Isigili

Assim foi ouvido por mim:
Certa vez o Sublime permanecia em Rajagaha, no monte Isigili. Então, em verdade, o Sublime se dirigiu aos monges: “Ó monges”. “Sim”, aqueles monges responderam ao Sublime.

O Sublime então disse:
“Vocês vêem, ó monges, o monte Vebhara? “ “Sim, Senhor” (responderam). “Em ver-dade, ó monges, para o monte Vebhara não há outro nome, outra designação.
“Vocês vêem, ó monges, o monte Pandava?” “Sim, Senhor” (responderam). “Em verda-de, ó monges, para o monte Pandava não há outro nome, outra designação”.
“Vocês vêem, ó monges, o monte Vepulla?” “Sim, Senhor”. “Em verdade, ó monges, para aquele monte Vepulla não há outro nome, outra designação.
“Vocês vêem, ó monges, aquele monte Gijjhakuta?” “Sim, Senhor”. “Em verdade para aquele monte Gijjhakuta não há outro nome, outra designação”.
“Vocês vêem, ó monges, este monte Isigili?” “Sim, Senhor”. Para este monte Isigili, este tinha o mesmo nome, este tinha a mesma designação. Em tempos passados neste monte Isigili houve quinhentos Buddhas Silenciosos (Patchekabuddhas) vivendo constantemen-te ali. Eles foram vistos entrando nesta montanha, mas não foram mais vistos depois que entraram.
Vendo aquilo, as pessoas disseram assim: “Esta montanha engoliu aqueles Sábios”. Por isso o nome “Isigili”, “Isigili” [engolindo os sábios] apareceu. Ó monges, eu posso in-formar os nomes dos Buddhas Silenciosos; ó monges, Eu posso proclamar os nomes dos Buddhas Silenciosos. Ouçam isto, guardem na memória, Eu posso dizer”. Então aqueles monges de fato responderam: “Sim, Senhor”.
O Sublime falou então:
“O completamente iluminado Buddha Silencioso de nome Arittho, ó monges, viveu lon-gamente neste monte Isigili. O completamente iluminado Buddha Silencioso de nome Uparittho, ó monges, viveu longamente neste monte Isigili. O completamente iluminado Buddha Silencioso de nome Tagarasikhi, ó monges, viveu longamente neste monte. O ... Iluminado ... Yasassi, o Iluminado Sudassano, o Iluminado Piyadassi, o Iluminado Gan-dhara, o Iluminado Pindolo, o Iluminado Upasabhu, o Iluminado Nitho, o Iluminado
Tatho, o Iluminado Sutava, o Iluminado Bhavitatto, ó monges, viveu longamente neste monte Isigili.

1.  Aqueles Nobres Seres, Livres do Sofrimento, Livres do Desejo,
Conseguiram a Grande Iluminação cada um por si
Aqueles, os mais Nobres dos seres, arrancaram as estacas
Ouçam-me pois que eu proclamo seus nomes:

2.  Arittho, Uparittho, Tagarasikkhi, Yasassi,
Sudassano e o Buddha Piyadassi,
Gandhara, Pindolo e Upasabho
Nitho, Tatho, Sutava, Bhavitatto;

3.  Sumbho, Subho, Methulo e Atthamo,
E também Megha, Anigha, Sudatha,
Estes Silentes Buddhas destruíram o líder do vir-a-ser
Da existência e Hingu e Hinga, o muito poderoso;

4.  Os dois Jalis Sábios (o mais baixo e o mais alto) e Atthako
E então o Buddha Kosalo e então Subahu
Upanemisa, Nemisa, Santacitta,
Sacca, Tatha, Uiraja e Pandita;

5.  Kala, Upakala, Vijita e Jita
Anga e Pango e Gutijjita,
Passo, que abandonou a base, a rota do sofrimento
E Aparajita que venceu o poder de Mara;

6.  Satha, Pavatta, Sarabhango, Lomahamsa,
Uccangamaya, Asita, Anasava
Manomaya e Bandhumantu, o rigor da dignidade,
Tadadimutta, Vimala e Ketumantu;

7.  Ketumbaraga e Matanga, Ariya,
E então Accuta e Accutagamabyamako,
Sumangalo, Dabbila, Suppatitthita,
Asayha, Khemabhirato, e Sorato;

8.  Durannya, Sangha e então Uccaya,
O muito sábio Sayha, de perfeita energia
Ananda, Nanda, Upananda
(estes quatro três vezes nomeados) doze,
E Bharadvaja, o carregador do último corpo

9.  Bodhi, Mahanama, e então também Uttara
Kesi, Sikhi, Sumdara, Bharadvaja,
Tissa, e Upatissa, que rompeu o nó do porvir.

10. Havia o Buddha Mangalo, que abandonou a paixão
Usabho, que cortou a rota certa do sofrer;
Upanita, que atingiu o pacífico estado,
Uposata, Sundara, Saccanamo.

11. Jeta, Jayanta, Paduma e Uppala,
Padumuttaro, Lakkhito e Pabbato,
Manatthaddha, Sobhito de pacificada paixão
Kanha, o Buddhha que bem realizou-se a si mesmo.

12. Estes e outros muito poderosos
Silentes Buddhas destruíram o líder da existência
Aqueles grandes sábios foram além dos apegos

Reverenciem aqueles inumeráveis Buddhas
Que atingiram a emancipação.

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